Exposição de...

mostra fotográfica, aquarela em lenço, arte corporal, recital de poesias e musicalidade.

Francisco Hurtado...


histórico em imagem

fotografia en minuscula y sin acentos

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Texto sobre “los jardines olvidados”
Os “Jardines” são uma continuação de “Donde habita el olvido".
Com a primeira série quis permear o irreal da concepção humana sobre a durabilidade da lembrança e da memória, medindo como medimos tudo sempre desde nossa escala (egocêntricos como somos, não nos damos conta de que é somente nossa e não serve para nossos planos de eternidade universal).
Quis demonstrar como o tempo nos apaga e às sentenças categóricas... Os “nuncas”, os “sempres”... Deixam de ser verdade para transformar-se em poeira e ceder espaço ao esquecimento.
A matéria nem se cria, nem se destrói: somente se transforma.
À memória e às lembranças lhes ocorre o mesmo.
As flores que oferecemos ao recordado ser não são tão somente uma oferenda a ele. São a materialização de nossa lembrança
Esta lembrança exerce seu papel até que comece a transformar-se em sua verdadeira matéria (com o tempo) ou em espaço (a causa de alguma força física)
Assim as flores (de plástico ou orgânico, a diferença no material em que são feitas não é mais que a vontade humana de estender sua durabilidade no tempo, que simbolizam indiferentemente a lembrança) cumprem sua função recordatória até que sua transformação física é evidente ou são destruídas por “x” de espaço físico em o que se lembra.
Em "Donde habita el olvido" (Onde habita o esquecimento) fixei meu olhar na transformação física da matéria, não tanto nas flores (apesar de que apareçam) como nos materiais que em nossa escala de medição temporal nos pode parecer eternos, seria dizer: pedra, metal, plástico... (talvez estes simbolizem mais a memória como conjunto que as lembranças pontuais, que se repetem/lembramos de maneira cíclica, que são as flores).
Essa solidez como memória dá-se como resultado em que o registro seja o altar onde nos pomos a lembrar e os efeitos do esquecimento sobre ele, que tive que fixar-me na matéria e no efeito causado à sobrevivência no espaço temporal.
Em “Inventário de jardines olvidados” (Inventário dos jardins esquecidos) reduzo a quantidade de tempo passado entre o ato de lembrar e o começo do esquecimento (não do esquecimento total do recordado, não do desaparecimento da memória como um conjunto, isto seria mais o esquecimento de algo pontual, seria uma aproximação à memória mais recente...) e para este projeto me centro no ato em si de recordar que se dá ao observar o objeto que simboliza a lembrança (a flor) no espaço físico.
Por isto essas cores, essa saturação, esse caos ordenado e belo. São instantâneos do esquecimento recente. Ainda conservam as cores da lembrança apesar de ter sido esquecido a quem lembravam. Poderiam ser como as lembranças que se mesclam à memória e nos enganam inventando coisas que não sucederam prendas de vestir que pessoas não usaram, sabores que pratos não tiveram, tonalidades de céu inexistentes...
Como inexistente foi nossa pretensão em lembrar que se mesclaram (emóri???) com laranjas, cravos com folhas secas, ciprestes com (nardos???)...
O que tento inventariar são estas lembranças esquecidas e como estas formam pequenos jardins. Como... “A memória não se cria, nem se destrói: somente se transforma.

1 comentario:

francisco hurtado dijo...

mis textos traducidos al portugues! jajaja me siento importante!